
Filho confesso de ex-PM é preso em Manaus após indicar local onde enterrou o pai (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Amazonas detalhou a morte do policial militar aposentado José Moura Maciel (60), cujo corpo foi encontrado quase seis anos depois de seu desaparecimento em Manaus. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, Gabriel Maciel (33), que acabou preso após confessar o crime e indicar onde o cadáver estava oculto.
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Conforme a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o homicídio ocorreu em 2019 e teria sido motivado pelo interesse nas armas pessoais do policial aposentado. Gabriel admitiu ter matado o pai para ficar com o armamento, segundo as investigações.
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No sábado (16), equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros encontraram os restos mortais de José Moura Maciel enterrados dentro de uma cisterna no quintal de uma residência no bairro Nova Esperança, na zona oeste de Manaus. O corpo estava envolto em uma rede, com a cabeça para baixo, e coberto por pedras para prevenir a flutuação.
De acordo com o delegado Gerson Oliveira, Gabriel publicou fotos das armas do pai nas redes sociais, despertando o interesse de terceiros. “Isso motivou pessoas a influenciar Gabriel a cometer o crime em troca dos armamentos”, explicou o delegado em entrevista coletiva.
A investigação aponta ainda que Gabriel enfrentava dependência química e vivia afastado da família há anos. Apesar das dificuldades, José Moura continuava prestando apoio financeiro ao filho e levava mantimentos regularmente até a casa onde ele morava sozinho.
A madrasta de Gabriel começou a desconfiar após ouvir relatos de vizinhos de que o suspeito teria confessado o assassinato durante surtos relacionados ao uso de drogas. Ela localizou Gabriel em situação de rua na região da Ponta Negra e o levou à delegacia, onde ele admitiu o homicídio e indicou o local do sepultamento.
Além de responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, Gabriel é investigado pela possível participação de comparsas que ajudaram a esconder o corpo. A Polícia Civil também busca as armas desaparecidas do policial, enquanto o caso repercute pela brutalidade do crime e pelo apoio que a vítima prestava ao filho até os últimos dias.


