
Asteroide 2026 JH2 passa a 90 mil km da Terra sem risco de colisão (Foto: Instagram)
O asteroide 2026 JH2, considerado potencialmente destrutivo em caso de impacto, fará uma aproximação incomum da Terra na próxima segunda-feira (18). Embora a distância seja curta em termos astronômicos, especialistas asseguram que não há perigo de colisão nesta passagem.
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Segundo o Mount Lemmon Survey, no Arizona, e o Observatório Farpoint, no Kansas, o asteroide deve cruzar a 90 mil quilômetros do nosso planeta — cerca de um quarto da distância média entre a Terra e a Lua. Apesar da proximidade impressionante, cientistas reiteram que o 2026 JH2 não representará risco algum.
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Os cálculos iniciais indicam que o 2026 JH2 mede entre 16 e 36 metros de diâmetro, dimensão semelhante à de um ônibus ou de um pequeno prédio. Em alta velocidade, o asteroide deve atravessar rapidamente o céu durante sua aproximação. O astrofísico Mark Norris, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, descreve o evento como “o mais próximo que se pode chegar sem atingir” — um registro raro mesmo para quem monitora corpos celestes com regularidade.
Norris também alerta que, caso um objeto desse porte colidisse com uma região habitada, os estragos seriam devastadores, capazes de destruir uma cidade inteira. A comparação imediata é com o meteoro que estourou sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013: a explosão no ar provocou uma onda de choque que danificou prédios, estilhaçou vidros e deixou mais de 1.500 feridos. Richard Moissl, à frente do Escritório de Defesa Planetária da ESA, afirma que um impacto do 2026 JH2 geraria efeitos semelhantes.
Pesquisadores como Mark Burchell, da Universidade de Kent, destacam que pequenos asteroides são mais difíceis de detectar porque refletem pouca luz, o que torna o rastreamento antecipado um desafio. Ainda assim, astrônomos amadores do hemisfério norte poderão tentar observar a passagem com telescópios e binóculos de alta potência — a olho nu, porém, não será possível ver o objeto.
Essa aproximação também reacende o debate sobre a importância de sistemas de defesa planetária. NASA e ESA têm aumentado investimentos para monitorar e, se necessário, desviar corpos próximos da Terra. Apesar da ausência de ameaça imediata, eventos como o do 2026 JH2 reforçam a necessidade de vigilância constante e o aprimoramento de protocolos internacionais de proteção espacial.


