
Influenciadora Amanda Alves é presa na Flórida após vídeo com filho acionar investigação (Foto: Instagram)
A influenciadora brasileira Amanda Alves Santana, de 31 anos, foi presa em 13 de maio de 2026 na Flórida, nos Estados Unidos, após um vídeo originalmente compartilhado apenas no recurso “Close Friends” do Instagram ter chegado às autoridades. A gravação mostrava uma brincadeira descontraída com o filho de 9 anos envolvendo um aspirador de pó, mas acabou gerando denúncias de possível abuso infantil e desencadeando uma investigação criminal.
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O conteúdo, postado em novembro de 2025 num círculo restrito de amigos, foi detectado pelos sistemas automatizados da plataforma e encaminhado ao Departamento de Proteção à Criança local. Na análise inicial, os agentes entenderam que cenas do vídeo poderiam configurar infração às leis americanas de combate à pornografia infantil.
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Durante a apuração, as autoridades apreenderam o celular de Amanda e encontraram outras imagens do menino em momentos cotidianos, como banho e cuidados pessoais. Tais registros foram considerados material potencialmente ilegal, agravando as acusações. A brasileira foi indiciada e passou a responder por produção e distribuição de conteúdo infantil inadequado.
Carlos Fernando, ex-companheiro de Amanda e pai da criança, relatou que a mãe ficou surpresa com a repercussão. “Ela jamais teve intenção de expor ou prejudicar o filho. Era uma brincadeira caseira, feita para um grupo fechado”, afirmou. Segundo familiares, ninguém imaginava que o algoritmo do Instagram pudesse enviar alertas diretos aos órgãos de proteção infantil dos EUA.
Os promotores rejeitaram ofertas de acordo que previam penas mais leves e pedem até quatro anos de prisão pela gravidade atribuída ao caso. A defesa de Amanda tenta negociar a redução das sanções, mas enfrenta resistência da promotoria. Em paralelo, o juiz fixou fiança de US$ 56 mil para que a brasileira aguarde o julgamento em liberdade, mediante cumprimento de medidas restritivas.
O filho de Amanda, com 9 anos, foi retirado da residência e acolhido em abrigo temporário seguindo os protocolos de segurança locais. Posteriormente, a guarda provisória foi concedida ao pai, que recebeu autorização judicial para impedir qualquer contato entre mãe e filho até o desfecho do processo. A medida visa resguardar o menor enquanto a Justiça avalia novas etapas do caso.
Especialistas em direito digital comentam que o episódio evidencia o rigor das normas americanas sobre conteúdo envolvendo menores e a expansão da vigilância automatizada em redes sociais. A comunidade brasileira nos EUA acompanha o desenrolar do julgamento, que pode gerar precedentes sobre o limite entre privacidade e legislação de proteção infantil.


