
Mãe de Ágatha Isabelle e Allan Michael lança vaquinha para detetive particular (Foto: Instagram)
Clarice Alves, mãe de Ágatha Isabelle e Allan Michael, irmãos que estão desaparecidos em Bacabal, Maranhão, lançou uma vaquinha virtual para contratar um detetive particular. A iniciativa foi anunciada nas redes sociais como tentativa de dar um novo rumo às investigações que permanecem sem avanço quatro meses após o desaparecimento das crianças. Segundo Clarice, o recurso arrecadado seria integralmente destinado ao pagamento de um investigador particular habilitado a aprofundar apurações e buscar pistas adicionais sobre o paradeiro dos filhos.
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Em entrevista ao canal de Romário Alves, Clarice detalhou que vários seguidores sugeriram a criação de uma campanha de arrecadação coletiva, afirmando que os custos de um detetive particular seriam viáveis se divididos entre doadores. A mãe das crianças disse que, apesar de já ter cogitado contratar um investigador por conta própria, não dispõe de condições financeiras para arcar com o valor total do serviço. “Se eu tivesse condição, já teria feito isso antes”, afirmou, evidenciando o desespero diante da falta de recursos e de respostas concretas sobre o caso.
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A angústia de Clarice cresce a cada dia sem nenhuma notícia sobre o paradeiro dos filhos. Ela ressaltou a atuação de equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Marinha, mas criticou a demora nas ações e a ausência de resultados concretos. “Com tanta polícia investigando e depois de quatro meses sem nenhuma resposta, eu estou indignada”, desabafou. Para a mãe, a combinação de apoio institucional e trabalho de um investigador particular poderia acelerar o processo e trazer novas informações.
Ágatha Isabelle e Allan Michael sumiram no início de janeiro deste ano, em Bacabal, quando estavam sob os cuidados de familiares. Na mesma ocasião, o primogênito, Kauã, também chegou a ser considerado desaparecido, mas foi encontrado dias depois por equipes de resgate. Mesmo com a possibilidade de retorno de uma das crianças, o mistério persiste em relação a Ágatha e Allan, cujos paradeiros seguem desconhecidos, gerando apreensão na comunidade local.
Desde o registro do desaparecimento, as buscas se estenderam por várias semanas, passando por áreas de mata fechada e pelo leito do Rio Mearim. Conforme divulgado pelas autoridades, mais de 180 quilômetros do curso d’água foram vasculhados por embarcações, mergulhadores e equipes terrestres. Apesar desses esforços, a hipótese de afogamento foi descartada pelas autoridades, e não há sinais de que os irmãos tenham sido localizados em outras regiões, mantendo o caso em aberto.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão emitiu nota informando que o inquérito segue em andamento e que uma comissão especial de investigação permanece atuando no caso. O órgão esclareceu que não há, até o momento, elementos suficientes para conclusões definitivas sobre o destino das crianças e que todas as denúncias ou informações recebidas continuam sob análise. Enquanto isso, familiares e moradores de Bacabal mantêm mobilização nas redes sociais, cobrando respostas urgentes das autoridades.


