
Amostra de hantavírus andino coletada em laboratório a bordo do MV Hondius (Foto: Instagram)
Nesta segunda-feira (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou oficialmente que pelo menos sete passageiros do navio MV Hondius foram diagnosticados com hantavírus andino. A discrição pelo tipo de vírus reforça a gravidade do surto, que mobilizou equipes médicas em altos níveis de alerta a bordo da embarcação, que navegava por águas da América do Sul.
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Após relatório recebido das autoridades francesas, o número total de casos investigados subiu para nove. A França comunicou que uma passageira retirada do navio testou positivo para o hantavírus andino em exames realizados após desembarque, ampliando as suspeitas de contágio durante a viagem.
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Dos nove casos monitorados pela OMS, sete já foram confirmados em laboratório e dois permanecem como suspeitos. Entre esses dois, está o paciente apontado como provável primeiro infectado no surto, que veio a falecer antes que amostras pudessem ser totalmente analisadas.
Até o momento, três pessoas morreram em decorrência do surto a bordo do MV Hondius, segundo boletim divulgado pela entidade internacional. As fatalidades reforçam a necessidade de protocolos de contenção mais rigorosos em ambientes fechados e com grande circulação de tripulantes e passageiros.
Em geral, a transmissão de hantavírus ocorre pelo contato direto ou indireto com secreções, urina e fezes de roedores infectados. Humanos geralmente se contaminam ao inalar partículas virais suspensas no ar em locais onde roedores armazem restos de alimentos ou constroem tocas.
A variante andina do hantavírus se destaca por ser a única cepa reconhecida capaz de ocorrer transmissão de pessoa a pessoa, mas somente mediante contato próximo e prolongado. Essa característica torna o controle do surto mais complicado em locais confinados, como navios, onde o convívio é próximo.
Identificada predominantemente em áreas da Argentina e do Chile, a cepa afetou passageiros que embarcaram justamente dessas regiões. As autoridades sanitárias continuam acompanhando todos os tripulantes e passageiros, avaliando sintomas e coletando amostras para detectar eventuais novos casos relacionados ao surto.


