
MV Hondius atracado após surto de hantavírus em cruzeiro (Foto: Instagram)
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgou que 115 pessoas a bordo do navio MV Hondius foram contaminadas pelo hantavírus durante uma viagem pelo Oceano Atlântico. Entre os 3.116 passageiros e 1.131 tripulantes, 102 viajantes e 13 membros da equipe desenvolveram sintomas compatíveis com a infecção. Paralelamente, autoridades investigam cinco mortes já atribuídas à doença, e a embarcação passará por uma desinfecção profunda ao atracar em Port Canaveral nesta segunda-feira (11).
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cinco fatalidades estão relacionadas ao surto, que ficou conhecido informalmente como “vírus do vômito”. O balanço oficial do CDC, publicado na última quinta-feira (7), aponta que 3,27% dos passageiros e 1,15% dos tripulantes apresentaram quadros graves de gastroenterite, com diarreia e vômito persistentes. As autoridades destacam o caráter incomum de contágio em ambiente fechado, o que ampliou as preocupações em torno da escalada de casos.
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Os indivíduos infectados foram recolhidos em uma área isolada do navio, onde receberam acompanhamento médico constante. A empresa responsável intensificou os procedimentos de limpeza e desinfecção de todas as dependências, adotando protocolos de biossegurança durante toda a travessia. A viagem está programada para se encerrar nesta segunda-feira (11), data em que o navio chegará a Port Canaveral. “Desinfetamos rapidamente todas as áreas do navio e intensificamos a higienização ao longo de toda a viagem. Ao chegar a Port Canaveral em 11 de maio, o Caribbean Princess passará por uma limpeza e desinfecção completa antes de partir para sua próxima viagem”, afirmou um representante da companhia ao The Post.
O hantavírus é transmitido, em sua forma mais comum, por roedores silvestres infectados. A infecção ocorre quando pessoas inalam partículas virais presentes na urina, saliva ou fezes desses animais, dispersas no ambiente. Conforme a OMS, a cepa detectada no MV Hondius corresponde ao vírus dos Andes, típico da América do Sul. Embora a transmissão de humano para humano seja rara, casos com contato próximo e prolongado já foram registrados, exigindo protocolos especiais de contenção.
Os primeiros sintomas do hantavírus incluem febre alta, dores musculares intensas, fadiga, náusea e dificuldade respiratória. Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que compromete seriamente o funcionamento dos pulmões e do coração. O monitoramento contínuo e o isolamento dos pacientes são essenciais para reduzir a mortalidade e evitar a propagação em ambientes confinados, como navios de cruzeiro.


