
Fachada da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima no Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
Um casal foi detido em Nova Iguaçu depois que a própria filha, com apenas um mês de vida, deu entrada em hospital apresentando ferimentos gravíssimos. A investigação policial apontou múltiplas fraturas nas costelas, hematomas no crânio e indícios de violência sexual, além de lesões em diferentes estágios de cicatrização, o que sugere agressões repetidas. A prisão foi cumprida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, com autorização judicial, e o pai já respondia a processo por tortura contra outra filha.
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A ação ocorreu na unidade hospitalar onde a bebê permanece internada desde o último domingo (13). Os policiais da DCAV chegaram ao local após a equipe médica comunicar a suspeita de maus-tratos. O casal foi preso na terça-feira (14) por ordem judicial, acusado dos crimes de tortura e estupro de vulnerável.
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Laudos médicos registraram diversas fraturas nas costelas, sinais de trauma craniano e uma lesão alarmante na região anal, compatível com possível abuso sexual. As avaliações ainda seguem em andamento para confirmar a natureza do ataque sexual, enquanto a bebê continua em estado crítico na unidade de terapia intensiva.
Os exames também revelaram machucados em fases distintas de cicatrização pelo corpo da criança, reforçando a hipótese de agressões frequentes ao longo das últimas semanas. Segundo a investigação, não havia justificativa plausível para os ferimentos, já que a menina vivia sob os cuidados exclusivos dos pais e não mantinha contato com outros familiares.
A delegada Maria Luiza Machado, responsável pelo caso, explicou que a DCAV foi acionada após o hospital identificar lesões incompatíveis com acidentes domésticos. Os primeiros exames clínicos apontaram traumas na região cerebral, alterações no fundo do olho e fraturas recentes, o que motivou a abertura de inquérito por maus-tratos.
Com base nos indícios de agressão contínua e abuso sexual, os investigadores apresentaram à Justiça pedido de prisão temporária dos pais, concedido de imediato pelo plantão judiciário. A ordem foi cumprida na terça-feira (14), e o casal segue detido na delegacia, onde aguarda os desdobramentos das investigações.

