
PF deflagra megaoperação e prende MCs Ryan SP e Poze do Rodo por lavagem de R$ 1,6 bi (Foto: Instagram)
Na manhã desta quarta-feira (15), os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo foram detidos durante uma megaoperação da Polícia Federal que visa desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. A ação mobilizou cerca de 200 agentes federais em todo o país, cumprindo dezenas de mandados judiciais que incluem prisões temporárias e ordens de busca e apreensão.
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A ofensiva também mirou o influenciador digital Chrys Dias e foi deflagrada simultaneamente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. MC Ryan SP foi detido em sua residência em Maresias, no litoral norte paulista, enquanto Poze do Rodo foi localizado em seu imóvel no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.
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De acordo com a Polícia Federal, a operação desarticula uma associação criminosa dedicada à movimentação ilícita de recursos no Brasil e no exterior, com uso intensivo de criptoativos. As investigações apontam que o grupo se valia de um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de valores, envolvendo transporte de dinheiro em espécie, transações financeiras expressivas e compra e venda de moedas digitais.
Ao todo, 200 policiais federais cumpriram 90 mandados judiciais em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. As medidas englobaram prisões temporárias, buscas e apreensões de documentos, computadores e outros materiais de interesse à investigação.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, grandes quantias em espécie, dispositivos eletrônicos, pen drives e diversos documentos, que passarão por perícia. Os agentes federais também recolheram registros contábeis e plataformas de negociação de criptomoedas que poderão comprovar a extensão das operações ilícitas.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal ainda não detalhou o papel individual de cada alvo no esquema, e o inquérito segue em andamento. Todo o material reunido será analisado e enviado ao Ministério Público Federal para eventual oferecimento de denúncia.

