
Momento em que equipes chegam ao ‘minhocão’ após falha que provocou a queda fatal da cantora Ana Clara Souza em Itabirito (MG). (Foto: Instagram)
O parque de diversões itinerante Minas Center Park, responsável pelo brinquedo em que a cantora gospel Ana Clara Souza morreu em Itabirito (MG) no último sábado (11), já havia se envolvido em um grave incidente no fim de 2025. O episódio anterior aconteceu em Barbacena, na Região Central de Minas Gerais, e levantou questionamentos sobre a manutenção e a segurança das atrações oferecidas pelo empreendimento.
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No dia 27 de dezembro de 2025, uma criança de 10 anos ficou ferida ao acionar o sistema de emergência de um dos brinquedos do parque. O menino apresentava sangramento na boca, hematomas nos braços e queixas de dor na perna, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Outra criança, de idade não revelada, também relatou dor no pulso após o incidente e precisou de atendimento médico levado pela mãe até uma unidade de saúde. No mesmo período, uma atração conhecida como “sombrinha” foi desmontada depois que uma criança caiu durante o funcionamento, reforçando o alerta sobre a necessidade de inspeções rigorosas.
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Em Itabirito, o acidente fatal ocorreu quando Ana Clara Souza, de 21 anos, estava em um brinquedo popularmente chamado de “minhocão”. Segundo testemunhas, o equipamento apresentou uma falha durante a operação, o que provocou a queda da jovem enquanto a cadeira se desprendia de sua base. A cantora, que fazia show na cidade no fim de semana, chegou a ser socorrida por equipe do Samu, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve seu óbito confirmado ainda no local do acidente.
Além de Ana Clara, outras pessoas que participavam do evento ficaram feridas em diferentes graus e foram encaminhadas a hospitais e postos de saúde da região para avaliações e tratamento. Testemunhas relataram correria e pânico entre frequentadores, que ajudaram a prestar os primeiros socorros até a chegada de equipes de resgate.
Em nota oficial, a Prefeitura de Itabirito esclareceu que o Minas Center Park possui alvará de funcionamento no município e que todas as liberações técnicas e de segurança cabem ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Segundo o comunicado, a administração local acompanha o desdobramento do caso e coopera com as autoridades para apurar responsabilidades.
O brinquedo “minhocão” foi imediatamente interditado após o acidente. Agentes da Polícia Civil e peritos da perícia técnica estiveram no local para colher provas e registrar depoimentos, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias que levaram à tragédia. A prefeitura também informou que reforçará a fiscalização em outros eventos itinerantes enquanto durar a investigação.

