
Renan Santos durante entrevista ao Bacci Notícias sobre o uso político de shows pagos com recursos públicos. (Foto: Instagram)
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias nesta quinta-feira (9 de abril de 2026), o pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, defendeu a investigação do uso político de shows custeados por prefeituras em todo o país. Ele ressaltou que artistas convidados para esses eventos podem estar envolvidos em esquemas que beneficiam gestores locais, caso haja indícios de promoção eleitoral indevida.
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O pré-candidato explicou ter citado o cantor Wesley Safadão apenas como exemplo ao abordar emendas parlamentares durante sua fala, sem acusar diretamente o artista. Renan afirmou que sua preocupação é garantir uma apuração mais rigorosa sobre recursos públicos destinados a eventos culturais, evitando que se transformem em palanque político.
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Renan Santos destacou que “as emendas brasileiras são utilizadas pra compra de votos e artistas entram nesse esquema”. Ele criticou especialmente as chamadas “emendas PIX”, que permitem transferências diretas de verba da União a estados e municípios, pois, segundo ele, gestores podem empregar esses valores em festas e shows que reforçam a imagem de autoridades locais.
Na visão do pré-candidato, os eventos bancados com dinheiro público geram visibilidade e capital político a prefeitos e lideranças regionais. Renan também apontou que, em determinados cenários, há proximidade excessiva entre artistas e agentes públicos, o que demanda maior atenção dos órgãos de controle para coibir o uso indevido desses recursos.
Embora defenda uma investigação severa, Renan Santos esclareceu que não pretende responsabilizar ninguém de forma automática. Para ele, é fundamental adotar critérios objetivos, embasar as apurações em legislação clara e assegurar amplo direito de defesa aos envolvidos, a fim de confirmar ou afastar suspeitas de irregularidade.
O ponto central, conforme o pré-candidato, é garantir transparência e assegurar a aplicação correta do dinheiro público. Ele concluiu que, diante de eventuais indícios de desvio para fins eleitorais, as autoridades competentes devem agir com rigor para preservar a lisura dos processos democráticos.

