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Prefeito de São Caetano do Sul é expulso do PL após criticar senadores de SP

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Tite Campanella vota em São Caetano do Sul após expulsão do PL (Foto: Instagram)

O prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, foi oficialmente expulso do Partido Liberal (PL) em 08/04/2026 após suas críticas públicas direcionadas à bancada paulista no Senado. As declarações atingiram diretamente o senador Marcos Pontes, seu ex-companheiro de sigla, e geraram desgaste político suficiente para motivar a abertura de um processo interno contra o gestor municipal.

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As observações foram proferidas no fim de março, durante cerimônia em homenagem ao deputado federal Guilherme Derrite, quando Campanella afirmou que São Paulo, apesar de ser o estado mais rico e influente do país, possui “a pior representatividade no Senado de toda a União”. Na ocasião, o prefeito declarou: “Temos três senadores que, absolutamente, não correspondem ao que o estado espera deles.”

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Atualmente, São Paulo conta no Senado com Marcos Pontes (PL), Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Giordano (Podemos). Pontes é o único integrante do PL entre os três representantes. Após a repercussão das declarações de Campanella, o senador apresentou ao partido um pedido formal para apurar a conduta do prefeito, alegando que suas críticas violaram o estatuto da sigla.

Em resposta ao requerimento, a direção nacional do PL deliberou pela expulsão de Tite Campanella, comunicando oficialmente a decisão ao prefeito e justificando-a como medida necessária para preservar a disciplina interna e a imagem da legenda. O comunicado ressaltou a incompatibilidade das declarações com as orientações partidárias e concluiu pelo desligamento imediato.

Por meio de nota, o próprio Tite Campanella contestou o processo disciplinar e defendeu a divergência de ideias como alicerce da democracia. “Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim, não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem”, afirmou o prefeito, acrescentando ainda: “Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do estado de São Paulo no Senado.”

Logo após a expulsão, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estendeu um convite a Tite Campanella para se filiar ao Republicanos. O convite foi anunciado publicamente como reforço aos quadros do partido e como demonstração de apoio ao prefeito em meio ao episódio.

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