
Daniel dos Santos (esq.) e Paula Elen Neves da Silva (dir.), acusada de homicídio qualificado e destruição de cadáver (Foto: Instagram)
Novos desdobramentos no caso de Paula Elen Neves da Silva, acusada de matar e decapitar o companheiro, agravaram ainda mais a ocorrência. A Polícia Civil informou que, em depoimento, a suspeita afirmou ter cometido o homicídio após ter presenciado um suposto abuso sexual contra o filho caçula, de apenas 3 anos. O relato dela apontou que a motivação teria relação direta com a possível investida de Daniel dos Santos contra a criança.
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Segundo a versão apresentada por Paula, ela percebeu o companheiro abrir a fralda do garoto em um momento de descuido. Ao supor que Daniel dos Santos pretendia abusar sexualmente do filho de apenas 3 anos, a mulher afirma ter reagido de forma imediata: agarrou uma faca e desferiu múltiplos golpes contra o marido, provocando sua morte e, na sequência, a decapitação. O corpo foi deixado sem cabeça, fato que intensificou o impacto na equipe de investigação.
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Embora o depoimento tenha sido registrado, a narrativa de Paula ainda está sob apuração pelas autoridades. Horas antes do episódio, ela, Daniel e um amigo em comum teriam consumido bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes, segundo a investigação preliminar. Esse contexto, indicam os peritos iniciais, pode ter alterado a dinâmica dos acontecimentos e influenciado condutas e percepções dos envolvidos, motivo pelo qual todos os detalhes estão sendo cuidadosamente analisados pelo setor de Homicídios da Polícia Civil.
De acordo com o delegado responsável, a justificativa de defesa não pode ser integralmente confirmada neste momento. Os investigadores ressaltam que a vítima estava dormindo quando foi atacada, o que contraria a tese de tentativa de interrupção de abuso em curso. Além disso, não há evidências claras de agressão sexual contra a criança até agora, o que reforça a necessidade de reconhecimento cuidadoso de provas periciais e de depoimentos complementares para elucidar as circunstâncias exatas do crime.
O inquérito policial classificou o episódio como homicídio qualificado, fraude processual e destruição de cadáver. Equipes de perícia técnica foram acionadas para realizar exames no local, coletar vestígios e elaborar o laudo que pode indicar a sequência de ações e confirmar ou refutar a versão apresentada pela suspeita. O laudo pericial, aliado a testemunhos e à análise dos aparelhos eletrônicos, será fundamental para instruir o processo e subsidiar as decisões da Justiça.
Paula Elen Neves da Silva foi presa em flagrante e encaminhada inicialmente a uma unidade hospitalar, após apresentar um ferimento na mão durante o ato. Depois de receber atendimento médico, ela foi transferida para o Distrito Policial Central, ficando à disposição do Poder Judiciário. Posteriormente, o juiz converteu sua prisão em flagrante em preventiva, impedindo sua liberdade provisória enquanto o caso segue em fase de instruções.

