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Liah Soares encerra parceria após condenação de Bruno Mafra por abuso contra as filhas

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Liah Soares cancela feat com Bruno Mafra após denúncia de abuso sexual (Foto: Instagram)

Na noite de sábado (28), a cantora Liah Soares comunicou pelas redes sociais o fim de sua colaboração musical com o artista Bruno Mafra. A decisão foi tomada após a divulgação da condenação do cantor por abuso sexual contra suas duas filhas, fato que surpreendeu a cantora. O feat, inicialmente previsto para lançamento em 10 de abril, foi imediatamente suspenso diante da seriedade das acusações contra Mafra.

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Em nota oficial, Liah declarou ter sido pega de surpresa pelas recentes denúncias e confirmou o cancelamento do single que dividiria com Bruno Mafra. Ela ressaltou que, como mulher e mãe, sente profunda repulsa a qualquer forma de violência contra crianças e manifestou solidariedade às vítimas. “Sigo firme no meu propósito de usar minha voz para levar amor, respeito e consciência”, afirmou a artista.

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Em outra publicação, Liah Soares desabafou sobre a tristeza profunda diante do que veio à tona e reforçou o desejo de que haja justiça e acolhimento para as vítimas. A cantora também destacou que continuará dedicada a causas sociais voltadas ao combate à violência infantil e à promoção do respeito aos direitos das crianças.

O caso foi julgado em primeira instância pela Justiça do Pará, que condenou Bruno Mafra, integrante da banda Bruno e Trio, por abuso sexual contra as duas filhas. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso. Segundo a decisão judicial, os depoimentos reunidos ao longo da investigação foram considerados consistentes e suficientes para comprovar autoria e materialidade dos crimes.

De acordo com os autos, as vítimas, já adultas, denunciaram em 2019 abusos ocorridos entre 2007 e 2011, quando ambas tinham menos de 14 anos e viviam em Belém. As agressões teriam ocorrido tanto na residência da família quanto dentro de um veículo, conforme relatado no processo.

A defesa de Bruno Mafra informou que pretende recorrer da condenação e apontou “relevantes violações ao devido processo legal” que, segundo os advogados, podem comprometer a validade dos atos processuais. Os defensores também lembraram que o processo tramita em sigilo judicial, o que exige cautela na divulgação de informações para resguardar os direitos de todas as partes envolvidas.

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