
Lívia Borges registra ocorrência após ofensas e ameaças de deputado em Brasília (Foto: Instagram)
A garota de programa Lívia Borges quebrou o silêncio sobre a confusão em que se envolveu com o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), ocorrida na última quarta-feira (25) no Lago Sul, em Brasília. Em entrevista ao portal Metrópoles, ela descreveu as ofensas, ameaças e momentos de tensão que aconteceram dentro e fora do carro em que estava com o parlamentar. Segundo a jovem, o impasse teve início após uma divergência na negociação do valor pelo programa.
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De acordo com Lívia, tudo começou quando o deputado já apresentava sinais claros de embriaguez e passou a xingá-la de “puta”, “vagabunda” e “prostituta” enquanto o carro circulava pela região. Ela relatou que ele ficou totalmente alterado, chegou a cuspir no interior do veículo e proferiu insultos repetidos. O atrito, conforme explicou, teve origem justamente na discordância sobre o preço acertado pelo programa.
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Temendo uma agressão física, Lívia decidiu sair do carro, mas garantiu que as ameaças continuaram. Em desespero, ela procurou apoio no local e tentou acionar pessoas ligadas ao deputado, incluindo sua assessora. “Eu falei que aquilo ia virar caso de polícia”, afirmou a garota de programa, ressaltando que ele se recusou a deixar o veículo e manteve atitude hostil.
A situação se agravou com a chegada da assessora do parlamentar. Segundo a jovem, a funcionária também a atacou com palavrões: “Pegue a sua buceta e vá embora”, chegou a disparar. Lívia contou ainda que, em determinado momento, o deputado disse que não podia agredi-la diretamente, mas sugeriu que a assessora o fizesse, numa espécie de estímulo à violência.
O episódio incluiu ainda uma forma de intimidação física: Lívia relatou que o parlamentar arremessou sobre ela o que parecia ser chope, molhando seu rosto e cabelos. Sentindo-se coagida e humilhada, ela registrou um boletim de ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia do Lago Sul. “Eu fiz o que era certo. Me senti coagida, intimidada. Foi agressão, sim. Foi um ódio gratuito”, declarou.
Desde então, a jovem enfrenta abalo emocional e admite ter tido crises de ansiedade, está com medo e evita sair de casa. A Polícia Militar foi acionada no dia do episódio, e as investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e possíveis procedimentos legais. O caso permanece sob análise na delegacia local, enquanto Lívia busca apoio para superar o impacto psicológico do ocorrido.

