
Três jovens fazem gesto durante transmissão ao vivo no bairro Planalto, em Itinga (MA). (Foto: Instagram)
A transmissão ao vivo realizada pelas redes sociais no bairro Planalto, em Itinga, Maranhão, terminou em tragédia na madrugada de quinta-feira (26). A jovem Lívia Pereira da Silva, de 18 anos, foi morta com um único tiro no pescoço disparado por dois adolescentes que invadiram o cômodo onde ela e suas amigas faziam a live. Os suspeitos foram detidos pela Polícia Militar logo depois e, na ação, os policiais encontraram o revólver usado no crime, além de entorpecentes e veículos roubados.
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Conforme a PM, durante a transmissão as três amigas fizeram gestos associados a uma facção, o que gerou ameaças instantâneas por mensagens de celular. Pouco depois, um dos adolescentes entrou na casa e efetuou vários disparos contra as jovens. Lívia foi atingida fatalmente no pescoço e não resistiu; uma amiga também foi ferida, mas sobreviveu. A violência chocou moradores locais, que registraram a cena na live e alertaram as autoridades em seguida.
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As investigações levaram à apreensão de dois menores de idade suspeitos pela participação no homicídio. Durante as diligências, os policiais militares encontraram, além do revólver calibre .38 e munições, porções de drogas e duas motocicletas usadas na fuga, sendo que uma delas estava com registro de roubo. As imagens das câmeras de segurança da residência auxiliaram na identificação dos infratores e confirmaram a dinâmica do ataque, reforçando as evidências coletadas pela equipe policial.
Segundo o tenente-coronel Emerson, comandante do CPAI-3, um dos adolescentes confessou que o objetivo era executar as três jovens que participavam da live. Ele detalhou que as apreensões ocorreram em locais distintos da cidade, incluindo a casa do pai de um dos suspeitos, onde foram encontrados o capacete usado na ação e um dos veículos utilizados. Testemunhas reconheceram esses itens, contribuindo para o avanço das investigações e para a formalização dos flagrantes.
Os dois menores e todo o material apreendido foram encaminhados às autoridades competentes para a lavratura do auto de infração, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações. O inquérito busca apurar se houve determinação de líderes de facção criminosa para o atentado e se outros envolvidos colaboraram na consumação do crime. A comunidade de Itinga aguarda respostas da investigação, em um clima de comoção pela morte precoce de Lívia e preocupação com a escalada de violência na região.

