
Explosão ilumina o horizonte de uma cidade do Oriente Médio durante trocas de ataques noturnos. (Foto: Instagram)
Na manhã de 22/03/2026, Teerã ameaçou atacar instalações de energia em todo o Oriente Médio caso suas próprias usinas sejam alvo de ações militares. A medida é resposta ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinou a reabertura do Estreito de Ormuz em até 48 horas sob a ameaça de “aniquilar” a capacidade energética iraniana. Conforme autoridades de Teerã, essa retaliação visa proteger ativos nacionais e demonstrar que qualquer agressão será enfrentada com força decisiva.
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O alerta foi feito por Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, que qualificou como legítimo o ataque a infraestruturas cruciais de energia e petróleo na região. “Infraestruturas vitais — incluindo energia e petróleo — em toda a região serão consideradas alvos legítimos e serão destruídas de forma irreversível”, declarou Qalibaf, ressaltando que qualquer ofensiva contra componentes estratégicos do país receberá ampla resposta.
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O líder iraniano também destacou potenciais impactos econômicos globais, advertindo que o preço do petróleo poderá sofrer alta prolongada se o conflito escalar. Segundo ele, a instabilidade no fornecimento energético pressionaria mercados internacionais e provocaria efeitos adversos em economias fortemente dependentes de combustível fóssil, sobretudo aquelas que importam volumes significativos de petróleo iraniano.
O confronto, que opõe Estados Unidos, Irã e Israel, já supera três semanas sem indícios de negociação ou cessar-fogo. Durante esse período, foram registradas diversas ofensivas com mísseis e veículos aéreos não tripulados por todos os envolvidos, intensificando o receio de que o embate se expanda e envolva outras nações do Golfo Pérsico.
Especialistas avaliam que, na ausência de um canal diplomático efetivo, a região viverá um período de tensão elevada que pode reposicionar rotas de transporte de petróleo e gerar impactos diretos ao mercado global de energia. A prolongação desse cenário imprevisível mantém operadores e governos em alerta quanto à oferta e aos preços do barril nos próximos meses.

