Você seria a mesma pessoa se tivesse nascido em outro país? Essa pergunta intrigante, que parece saída de um filme, virou tema sério de pesquisas científicas. Estudos em psicologia intercultural indicam que o lugar onde crescemos exerce um impacto profundo na nossa personalidade, valores morais, comportamento social e até na forma como nosso cérebro se desenvolve ao longo da vida.
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Pesquisas com gêmeos mostram que a genética explica, em média, apenas cerca de 50% das diferenças entre as pessoas. O restante vem do ambiente: cultura, educação, costumes e experiências. Traços de personalidade, por exemplo, são aproximadamente 40% hereditários — ou seja, o meio onde vivemos tem peso enorme. Até características como extroversão podem se adaptar ao contexto social em que a pessoa está inserida.
Cientistas também identificaram diferenças marcantes entre culturas. Sociedades ocidentais tendem a valorizar mais o individualismo, definindo o “eu” por qualidades pessoais. Já em países do Leste Asiático, é mais comum que a identidade esteja ligada a papéis sociais e relações coletivas. Exames cerebrais mostram inclusive padrões diferentes de ativação quando pessoas pensam em si mesmas ou em familiares, revelando que a cultura molda até processos mentais profundos.
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Apesar disso, especialistas alertam que não existe uma divisão simples nem respostas definitivas. Filosofia e ciência ainda debatem se existe um “eu essencial” imutável ou se somos, em grande parte, construções do ambiente. O consenso atual aponta para uma mistura poderosa entre natureza e criação — mas com um detalhe provocador: em outra cultura, com outras vivências, você provavelmente seria alguém bem diferente de quem é hoje.
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