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quinta-feira, abril 3, 2025
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    Autora da lei ‘anti-Oruam’ critica Record por entrevista: “Criaram narrativa para torná-lo mocinho”

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    A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil-SP) usou as redes sociais, e se pronunciou após as declarações de Oruam, que se manifestou publicamente sobre um Projeto de Lei que tem como objetivo proibir que a prefeitura de São Paulo contrate artistas que façam apologia ao crime ou ao uso de drogas.

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    A proposta, que ficou conhecida como ‘Projeto Anti-Oruam’, em referência ao cantor de trap carioca, dividiu opiniões, e foi repercutida pelo músico, em entrevista ao programa ‘Domingo Espetacular’, da Record, exibido no último domingo (30).

    Na ocasião, Oruam afirmou que garantiu que não faz apologia ao crime com as músicas que canta e ainda afirmou que precisa mudar de postura após as últimas polêmicas em que se envolveu, em fevereiro deste ano. “Não, eu canto a realidade. Para mim, não existe apologia ao crime”, disparou ele, em conversa com o jornalista Roberto Cabrini.

    Em suas redes sociais, a vereadora Amanda Vettorazzo afirmou que a Record teria criado uma narrativa para tornar Oruam ‘mocinho’ durante a entrevista. “O seu cinismo não engana ninguém. Já que você disse que não faz apologia ao crime organizado e o Cabrini não teve coragem de fazer as perguntas certas, eu farei agora”, disparou.

    “Primeiro: você diz que não faz apologia ao crime, mas canta o hino do Comando Vermelho, a música ‘Faixa de Gaza’. Se isso não é apologia, o que é, então? Nos seus shows, existem pessoas com fuzil, e você gosta disso, você incentiva as pessoas a irem assim para os seus shows. E explica porque que na sua casa você estava abrigando um traficante, uma pessoa foragida do Comando Vermelho. É muito grave o que a Record fez, tentaram colocar o Oruam como mocinho da história. Até parece uma peça publicitária. O Oruam nunca foi favelado, nunca, de fato, morou numa casa sem saneamento básico, ele nasceu em berço rico”, acrescentou a política. Na sequência, ela ainda afirmou não ter sido procurada pela emissora a se pronunciar sobre o PL.

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    Parece que no fim eu que virei a vilã. (…) E sequer a Record me chamou para dar minha visão, para mostrar, de fato, o quão importante é a lei ‘anti-Oruam’. É uma vergonha, uma vergonha no horário nobre a Record se preste a esse papel, de enaltecer uma pessoa que faz apologia ao crime organizado”, pontuou Amanda Vettorazzo.

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