A absolvição de Daniel Alves pela Justiça espanhola desencadeou uma crise no governo do país, levando a vice-presidente primeira, María Jesús Montero, a se desculpar publicamente. Durante um evento em Sevilha, Montero afirmou que suas declarações sobre o caso foram mal interpretadas e retirou suas palavras, reconhecendo que poderiam ser vistas como uma afronta ao princípio da presunção de inocência. A repercussão negativa incluiu críticas de associações de juízes, promotores e do Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ).
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A vice-presidente explicou que sua intenção não era questionar garantias legais, mas sim alertar sobre os desafios enfrentados por vítimas em processos judiciais. Segundo Montero, é possível defender simultaneamente a presunção de inocência e a credibilidade de depoimentos prestados por mulheres que denunciam agressões. Para ela, a decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha representa um risco de retrocesso nos direitos femininos.
Montero reforçou que respeita as decisões judiciais, mas considera legítima a análise crítica de sentenças, especialmente em casos de grande impacto social. Destacou que Daniel Alves já havia sido condenado em instância anterior e que o debate não deve ignorar o contexto do julgamento. Para a vice-presidente, é essencial que a sociedade continue apoiando vítimas de violência para evitar que avanços na proteção de seus direitos sejam comprometidos.
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Ao encerrar seu pronunciamento, Montero reconheceu que sua escolha de palavras não foi a mais adequada, mas reafirmou seu compromisso com o incentivo às denúncias de violência contra mulheres. Ela defendeu o fortalecimento das instituições de apoio às vítimas e ressaltou a importância de garantir um ambiente seguro para que denúncias possam ser feitas sem temor de deslegitimação.