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Mulher de 68 anos é presa após matar marido com facão e ficar dois meses desaparecida

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Idosa de 68 anos é presa em Cuiabá sob suspeita de matar o marido com facão após discussão (Foto: Instagram)

Uma idosa de 68 anos foi detida sob suspeita de assassinar o marido, Joaquim José de Alencar, de 79 anos, com golpes de facão na residência do casal, no bairro Pedra 90, em Cuiabá (MT). O crime teria ocorrido após uma discussão entre os dois, e o corpo da vítima foi encontrado com ferimentos graves na cabeça e no pescoço. Segundo a Polícia Civil, a mulher desapareceu por cerca de dois meses antes de se apresentar às autoridades.
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A prisão foi cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso na quarta-feira, 13 de março, após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá. Os investigadores apuraram os detalhes do caso e confirmaram que o crime repercutiu em todo o bairro Pedra 90, onde o casal residia há vários anos.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo de Joaquim José de Alencar foi localizado no dia 7 de março, dentro do quarto da casa. A perícia constatou múltiplos cortes na região da cabeça e do pescoço, compatíveis com facadas de um objeto cortante. Próximo ao corpo, os policiais encontraram um facão com vestígios de sangue, que passou a ser o principal objeto de prova na investigação.

Na manhã em que o cadáver foi achado, a filha da suspeita, de 41 anos, procurou a Polícia Militar para relatar o caso. Ela informou que a mãe havia ido até sua casa por volta das 22h30 do dia anterior, dizendo que tivera uma briga com o companheiro e que ele permanecia caído na residência. A mulher permitiu que a mãe dormisse em seu imóvel naquela noite.

No dia seguinte, ao amanhecer, a filha percebeu que a mãe não estava mais em sua casa. Preocupada, dirigiu-se ao endereço onde os pais moravam e encontrou o padrasto sem vida, estendido no chão do quarto. Ela foi a responsável por acionar as autoridades, o que desencadeou a investigação da DHPP.

Em depoimento, a filha relatou que o relacionamento do casal era marcado por desentendimentos frequentes e que o idoso já havia deixado a residência em outras ocasiões devido às discussões. Além disso, apontou que a mãe sofria de transtornos psiquiátricos e vinha apresentando alterações de comportamento nos dias anteriores ao homicídio. Após a ocorrência, a mulher permaneceu foragida por aproximadamente dois meses.

Na última quarta-feira, a suspeita compareceu espontaneamente à DHPP e foi interrogada. Inicialmente, ela afirmou ter atacado o marido em legítima defesa, mas depois mudou a versão, negou envolvimento direto no crime e alegou sofrer de problemas psicológicos que teriam afetado sua memória dos fatos. Concluídas as oitivas, o mandado de prisão foi cumprido e a idosa foi encaminhada a uma audiência de custódia.

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